O Braço Da Minha Mão

•29/11/2012 • Deixe um Comentário

O amor perfeito

existe

no jeito

do teu peito

feito

perfeito

do amor .

 

 

à Dan

Teu , Jo

 

291120121900

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O Céu Da Minha Boca

•21/04/2012 • Deixe um Comentário

Imagem

Este dia sem ti,
meu doce amor,
meu triunfo da boca
que quero desenhar mãos na tua língua
açucenas no estremecer do coração
ou poemas nas turbinas dum avião!
eis que te beijo no ver do que nunca vi!
sentada num piano
escrevendo beijos no pavio duma vela
musicando o selo que sela a carta que envia
o elo da tua sagrada chancela
mas este dia sem ti, meu doce amor,
redige tudo o que eu nunca escrevi…

(querida, sim , sou eu , pensando na tua letra capital ! )

JouElam , 240820100431

A Árvore E Os Ramos

•19/04/2012 • Deixe um Comentário

Guardo de ti

a inocência poética

neste silêncio em que por adorar-te

o meu corpo cumprindo a ordem

do cérebro do qual

somos galhos da mesma árvore

se abstém dolorosamente de gravar o teu nome :

é omitindo-o com respeito e pesar que o sangue se honra

– em homenagem .

(Aos olhos é roubado o retorno à felicidade)

Dedicado à minha tia Adélia

JouElam , 19042012

PS: creio que escreverei tarde demais as palavras que tu
sempre mereceste , é insuportável esta minha falta de
“engenho e arte” na hora mais crucial . Agora , resta todo
o tempo do mundo … para não (nos) ouvirmos mais …
Talvez o Céu seja o lugar de toda a poesia …
Subscrevendo com amor o apelido da nossa génese , Pereira!

JouElam , 19042012

Entre a Terra e o Céu

•23/09/2011 • Deixe um Comentário


Esta hora
relógio ancorado
no meu coração
peito que do ventre
escuta a criação
ouvido bafejado
namorado da tua respiração
que da vida é
tic-tac divino
compasso d´abraço
que me acerta o passo
precioso sino !
ah ! …
e quando dá
a volta (!)
é novo dia
tudo a nascer
em …
mais um segundo …
esta hora
do profundo
em que te agarro
para ser eu
que sem ti
morre a oração
a minha mão
que olha a hora …
tua
projecção !
Sommerville

Entre a Terra e o Céu II

•23/09/2011 • Deixe um Comentário
Entre a terra e o céu,
caminho d’estrelas,
no tempo do meio,
sem extremos,
sem se ver emparedado,
entre dois lados, crucificado!
nem antes e nem depois
olho para a frente
mergulho na felicidade
do tempo presente
de não ser mais metade,
agarro o que é importante
em cada instante,
esqueço o que não é,
penso e sou a verdade
que busca meu coração
e, onde está o meu amor
é onde vive o real,
tempo de nascer,
tempo de morrer,
em você descobri
o meu tempo de viver!
Dallavecchia

Alfabeto Do Nosso Amor II

•09/09/2011 • Deixe um Comentário

Do tempo todo,
em que meu corpo se vê
neste mar de madeixas douradas,
livro aberto sobre a cama
onde minha alma
tão marcada pelo autor,
tantas vezes escrita
pelos sopros ternos de Neruda,
alma inquieta
inundada pelos pontinhos
que à tardinha em cortejos luminosos
envolvem o crepúsculo maravilhoso
que glorifica o castelo das palavras,
meu lar e minha herdade !
no clarão natural do meu leito
o meu colo
soletra
em acordes pianíssimos
beijos de A a Z…
para te enlouquecer…

de amor…
o amor…
a…
ferver…

Sommerville e Dallavecchia

O Encontro de Eros

•08/09/2011 • 2 comentários

Tu que sonhaste,
na longa estrada da vida
o que eu tanto sonhei,
nuvens carregadas nos olhos,
qual oiro forjado,
no desejo ilimitado
adornando o pensamento,
busca-agoniada,
círculo incompleto de dois…
tu (me) chegaste …
zênite dos dias meus
tempo de mãos entrelaçadas,
elo de pão e vinho
na persiana do pátio
em transpirações atmosféricas
coração iluminado
contra-luz do luar
incidindo na pedra
nascente alotrópica de carbono
pedra fina
diamante a brilhar
na retina…
cintilantes lábios d’alegria,
harmónica de cores a bailar, concertina !
taça dionísica, celeste videira
cravina de carinho, embebendo a derme …
de penetrante a alastrar
pela vida inteira
e tu , meu amor
vencendo as chagas do mundo
chegando aos meus sonhos
(in) consciente profundo
ao encontro dos teus desejos
e como noivos a lapidar
em minério bruto
a arte lendária do arqueiro
cupido apaixonado
realinhando radares,
de ilusões desnorteado
nos lábios que morriam
qual alma adormecida
despertada ao beijo, esperado!
nosso espírito ,libertado!
a palavra esculpida na vida
abre os olhos ao livro, eldorado!
num profundo abraço
do amor sacramentado…

Sommerville & Dallavecchia 02092011 – O Triunfo do Amor

 
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