O Encontro de Eros

Tu que sonhaste,
na longa estrada da vida
o que eu tanto sonhei,
nuvens carregadas nos olhos,
qual oiro forjado,
no desejo ilimitado
adornando o pensamento,
busca-agoniada,
círculo incompleto de dois…
tu (me) chegaste …
zênite dos dias meus
tempo de mãos entrelaçadas,
elo de pão e vinho
na persiana do pátio
em transpirações atmosféricas
coração iluminado
contra-luz do luar
incidindo na pedra
nascente alotrópica de carbono
pedra fina
diamante a brilhar
na retina…
cintilantes lábios d’alegria,
harmónica de cores a bailar, concertina !
taça dionísica, celeste videira
cravina de carinho, embebendo a derme …
de penetrante a alastrar
pela vida inteira
e tu , meu amor
vencendo as chagas do mundo
chegando aos meus sonhos
(in) consciente profundo
ao encontro dos teus desejos
e como noivos a lapidar
em minério bruto
a arte lendária do arqueiro
cupido apaixonado
realinhando radares,
de ilusões desnorteado
nos lábios que morriam
qual alma adormecida
despertada ao beijo, esperado!
nosso espírito ,libertado!
a palavra esculpida na vida
abre os olhos ao livro, eldorado!
num profundo abraço
do amor sacramentado…

Sommerville & Dallavecchia 02092011 – O Triunfo do Amor

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~ por dandallavecchia em 08/09/2011.

2 Respostas to “O Encontro de Eros”

  1. Amado, dueto pintado a duas penas, penas que se recarregam na mesma fonte – o nosso infinito amor. Te amo muito!

    Sempre tua, sempre meu, sempre nossos!

  2. Lindíssimo poema.

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